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Crowdsourcing? Sim. Já é praticado na área de Biorrefinarias.

Em 2006 o termo “crowdsourcing” foi usado pela primeira vez pelo jornalista Jeff Howe para explicar os novos modelos de empresas que estavam desbancando os maiores líderes em seus mercados. Era o fim do “outsourcing”, em muitos casos a China e a Índia com sua mão de obra barata deixou de ser destino para envio de etapas de produção em busca de competitividade, agora o destino é qualquer lugar e os trabalhadores são a “crowd”, assim nasceu o termo “crowdsourcing”.

Em um momento de surgimento de uma nova dinâmica industrial baseada em matérias-primas renováveis [1] muitas empresas já “buscam” resolver seus problemas de P&D postando-os na forma de desafios em plataformas as vezes chamadas redes eletrônicas de P&D ou “Solver Brokerage”.Uma das pioneiras é a plataforma InnoCentive, com mais de 250 mil “solucionadores” cadastrados, dispostos a resolver os problemas de empresas diversas.

Em janeiro, por exemplo, uma empresa (geralmente o nome da empresa é mantido em sigilo) usou a NineSigma, uma outra plataforma pioneira no “crowdsourcing”, para buscar um parceiro para desenvolver o processo de pré-tratamento de biomassa (vejam o RFP – Request for Proposal).

Uma startup brasileira se prepara para lançar a primeira plataforma de inovação aberta temática em Biorrefinarias, totalmente fundamentada nos conceitos de “crowdsourcing”. “O objetivo será conectar profissionais e organizações, atuando como um agente catalisador da inovação” explica Adriana Lúcia a idealizadora da plataforma chamada “Biorrefinaria Brasil”.

Ela conta ainda que a Biorrefinaria Brasil já lançou seu primeiro projeto, o “Global Crowdmapping of Biorefinery Iniciatives”, que conta com a colaboração da multidão para mapear. Qualquer pessoa pode submeter sua iniciativa e um grupo de voluntários faz a curadoria. Vale a pena conhecer!

Muitas empresas já perceberam que podem aumentam infinitamente sua capacidade de inovação utilizando o “crowdsoursing”. Os profissionais também precisam entender e se posicionar dentro desse novo cenário, por vezes chamado trabalho 2.0.

Referências:

ROADMAP TECNOLÓGICO EM MATÉRIAS-PRIMAS RENOVÁVEIS: UMA BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS NO BRASIL. Paulo Coutinho e José Vitor Bomtempo,  Quim. Nova, Vol. 34, No. 5, 910-916, 2011