Em homenagem ao Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) a revista Opiniões, edição abr-jun 2012, teve suas matérias escritas por especialistas e pessoas ligadas ao centro. Nas matérias, que destacaram o novo planejamento estratégico do CTC, voltado para Melhoramento Genético e Etanol Celulósico, podemos observar opiniões que merecem destaque quando o assunto é Biorrefinarias.
A começar pelo Pedro Parente¹ com a matéria “O futuro da tecnologia no sistema sucroenergético”. Para ele a base da biorrefinaria é formada pela busca na redução de custos, aumento da eficiência operacional e desenvolvimento de novos produtos. “A química verde está chegando e representa oportunidades para redução da dependência do mundo ao petróleo”. Após mencionar as tecnologias e conceitos ele enfatiza que não é ficção e muitas empresas já representam uma aproximação real da Biorrefinaria, e com tantos produtos sendo desenvolvidos e produzidos a partir da cana, em menos de uma década o setor pode vir a ser chamado de “sucroquimicoenergético”.
O Jorge Luis Donzelli² que escreveu a matéria “O panorama geral do melhoramento genético” citou o desenvolvimento da cana transgênica não só com o compromisso de aumentar teor de açúcar, como normalmente se busca, mas também para suportar novos usos, como por exemplo, a produção de energia, etanol de segunda geração e mais na frente a gaseificação, que segundo ele vai transformar a atual usina de açúcar em uma Biorrefinaria.
Oswaldo Godoy Neto³ escreveu a matéria “tecnologias industriais consolidam vantagem agrícola” e em sua opinião para aumentar a produção, através de tecnologias inovadoras, constituindo as Biorrefinarias, serão necessários grandes investimentos na área industrial, como processamento bioquímico e termoquímico, mas também será necessário contar com apoio das áreas de recolhimento e aproveitamento da palha. Com foco no aumento da produtividade industrial ele explica que “teremos que nos empenhar na montagem da biorrefinaria, considerada a usina do futuro”.
A matéria sobre recolhimento e transporte da palha, escrita pelo Marcelo Pierossi4, reforça a aplicação da palha, no longo prazo, como matéria-prima nas Biorrefinarias, e para isso o desenvolvimento será focado em sistemas de maior capacidade e tecnologias inovadoras visando redução dos custos.
A matéria que levou a palavra Biorrefinaria ao título foi escrita por José Ricardo5 e Jaime Finguerut6 , e nesse caso, para os interessados no tema, vale a pena ler a matéria na integra “Biorrefinaria, solução técnica que reduz problemas sociais e ambientais”. Segundo os autores a necessidade de introduzir as biorrefinarias, em larga escala no País, é percebida quando à frente do grande desafio de aumentar a eficiência energética da cana, a ponto de ser economicamente atrativa quando comparada com o petróleo como matéria-prima.
Com todas essas opiniões, e outras não destacadas, mas que também estão dentro do cotexto, fica evidente que atualmente não se fala de PD&I no setor sucroenergético sem falar de Biorrrefinarias.
Uma vez que o blog trata de Biorrefinarias na era da Inovação Aberta, para fechar esse post com chave de ouro, não poderia deixar de destacar que, no setor, já se fala em “open-innovation e outras formas novas e criativas para as relações de trabalho” como evidenciado na matéria da Márcia Frasson7.
Parabéns para todos os Autores, na ordem do texto:
1. Pedro Parente – Presidente do Conselho de Administração da ÚNICA e Presidente da Bunge Brasil.
2. Jorge Luis Donzelli – Gerente de Desenvolvimento Estratégico Agrícola do CTC
3. Oswaldo Godoy Neto – Gerente de Pesquisa Tecnológica do CTC
4. Marcelo Pierossi – Especialista em Tecnologia Agroindustrial do CTC
5. José Ricardo – Pesquisador do CTC
6. Jaime Finguerut – Gerente de Desenvolvimento Estratégico Industrial do CTC
7. Márcia Frasson – Gerente de desenvolvimento Organizacional e Humano do CTC